MP PEDE CASSAÇÃO DO PREFEITO DE SÃO BENEDITO DO RIO PRETO-MA

Há 2 anos e 14 dias o Núcleo de Desenvolvimento dos Direitos da Cidadania de São Benedito do Rio Preto-MA existe.
Desde o dia 30 de julho de 2009 que este grupo tem trabalhado no sentido de fiscalizar a aplicação de verbas públicas em nosso município e denunciar a malversação dessas verbas ao ministério público.
Além do mais, damos publicidade a esses desmando para que nossa comunidade saiba o mau gestor que tem. Primeiramente foi o jornalzinho mensal "Raio X" que foi distribuído em nove edição, mas, infelizmente deixou de ser publicado por falta de dinheiro; depois este blog que diariamente tem trazido essas notícias à tona, para perplexidade de alguns e preocupação de outros. Também dispomos de espaço na Rádio Formosa FM que costumeiramente nos cede espaço para essa divulgação, além de propagá-las em sua programação jornalística normal.
Nesses dois anos já obtivemos algumas vitórias como a obrgatoriedade do prefeito José Creomar de Mesquita Costa, pela justiça, de entregar suas prestações de contas por dois anos consecutivos. O prefeito também está obrigado pela justiça (de 1ª e de 2ª) a contratar todos os classificados no concurso público de 2007, além de ter sido impedido pela mesma justiça de realizar seu concurso fraudulento no mês passado, dentre outros pedidos do MP provocados pelo NDDCSBRP que foram atendidos pela justiça, embora muitos desses ainda não tenham sido cumpridos pelo prefeito.
Outro fato relevante, fruto do trabalho deste Núcleo, foi a AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA protocolada pelo Nobre Promotor Benedito de Jesus Nascimento Neto (Benedito Coroba) que está respondendo pela Comarca de Urbano Santos contra o réu, o Sr José Creomar de Mesquita Costa, prefeito de São Benedito.
Na ação, Coroba pede à justiça deferimento "condenando o réu com perda de mandato de prefeito municipal; com a suspensão dos direitos políticos por cinco anos; com pagamento de multa de cem vezes a sua remuneração pelo exercício do cargo de prefeito;..."
Acreditamos que o N. promotor continue apreciando os outros pedidos protocolados e que a Meretíssima Juíza de Direito daquela comarca dê a devida atenção que o caso requer, pois, como o próprio promotor relata em sua petição, há "densa prova documental acostada nesta".
E, por fim, acrescentamos que os trabalhos do NDDCSBRP estão apenas no início, pois muitas outras providências ainda precisam ser tomadas no sentido de moralizar as aplicações de verbas públicas em nosso município. Além do mais, que os responsáveis por desvios já cometidos sejam obrigados a devolver cada centavo retirado de nossa tão sofrida população.

Contas da Câmara municipal: qual o mistério?

Sabemos da omissão da Câmara Municipal de São Benedito do Rio Preto-MA no tocante ao exercício de suas finalidades, basta relembrar que o prefeito José Creomar de Mesquita Costa em seis anos de mandato nunca havia entregue sua prestação de contas naquela casa legislativa. Só veio a entregar por determinação judicial provocada pelo Núcleo de Desenvolvimento dos direitos da Cidadania de São Benedito do Rio Preto.
Outro fator a ser observado é que, muito provavelmente, o referido prefeito perderá seu mandato por muitas improbidades administrativas, visíveis a olho nu, sem que a Câmara Municipal tenha tomado nenhuma providência, mesmo tendo sido diversas vezes provocada pelo NDDCSBRP. Por isso entendemos que a Câmara seja corresponsável pelos desvios de verbas públicas de maneira escancarada em nosso município.
Também achamos que as contas da Câmara Municipal de São Benedito do Rio Preto-MA ainda são um mistério. ontem, 12/08/2011, completaram-se 30 dias que este NDDCSBRP reiterou ao presidente da casa, Ver. Manoel Bida, pedido protocolado em 23 de maio de 2011 para que as contas da Câmara Municipal sejam apresentadas para análise da comunidade.
Ver. Manoel Bida, presidente
Mesmo assim, o Sr Bida ainda não se manifestou acerca disso, nem na tribuna da Câmara, nem por escrito ao NDDCSBRP, nem tampouco à população de nossa cidade. Qual o problema, Sr presidente, quem não deve não teme.
De qualquer forma, o Núcleo protocolará na próxima semana no Ministério Público requerimento provocando o promotor que solicite essas contas pelas vias judiciais, com fizemos, com êxito, nos últimos dois anos com as contas da prefeitura, que o prefeito Creomar Mesquita insidia em não entregar.
A análise das contas da prefeitura revelaram centenas de crimes de improbidade administrativa as quais resultaram em diversas ações contra o gestor de nossa cidade que, certamente, levarão à cassação de seu mandato.
Esperamos as contas do presidente da Câmara para fazermos as mesmas análises e informarmos a nossa população. Esperamos não encontrar tantas irregularidades.

Cadê amerenda, Sr Prefeito?

Postamos ontem neste blog, entrevista do prefeito, Sr José Creomar de Mesquita Costa, dada à sua própria rádio, contando lorotas e mentiras. Quem ainda não ouviu precisa ouvir.
Por volta de 05 minutos e 40 segundos do início da entrevista, o Sr Creomar fala sobre MERENDA ESCOLAR. Segundo ele, "sempre que o Governo Federal libera recurso, compramos. Nossa merenda está sempre presente nas escolas; este mês (julho) mesmo está chegando nova carrada de merenda escolar para ficar armazenada em nosso depósito, com o objetivo de já no início de agosto já ter alimento para nossos alunos. Dentro da nossa realidade, é uma merenda de ótima qualidade".
O SR PREFEITO ESTÁ MENTINDO. VEJAMOS:

Dinheiro para a merenda escolar em 2010, mais de 450 mil reais.

Perceba a cima que a prefeitura recebeu quase 23 milhões de reais do Governo Federal em 2010, sendo mais de 450 mil reais para compra de merenda escolar. Mas os alunos receberam merenda em suas escolas somente por 30 dias, aproximadamente, 15 dias no primeiro semestre e 15 dias no segundo. Esse nº de dias varia de acordo com o nº de alunos na escola.
lembrando que quando não há merenda, os alunos são liberados mais cedo, permanecendo na escola apenas cerca de duas horas por dia.
No mesmo site, consta que até maio deste ano de 2011, o prefeito já recebeu até maio um total de R$: 103.536,00.

Recebido em 2011 para merenda escolar, até maio. mais de 103 mil reais
Com base nos repasses de anos anteriores, o NDDCSBRP acredita que o repasse de julho a que o prefeito se referiu na entrevista, tenha sido de quase R$: 69.024, 00, o que totaliza mais de 170 mil reais já recebidos em 2011.
Porém, os alunos receberam merenda somente uma vez no semestres, o que deve ter dado para uma ou duas semanas, dependendo do nº de alunos da escola.
Quanto ao carregamento de merenda que o prefeito prometeu para julho para que no início de agosto os alunos já tivessem sua merenda escolar, também não se confirmou
Com o dinheiro que o município recebe para alimentação dos alunos da educação básica, não temos a menor dúvida de que daria para ter merenda em quantidade e qualidade suficientes para permitir a nossos alunos uma alimentação de qualidade e mais de uma vez por dia.
Ainda hoje a prefeitura de nossa cidade oferece como proteína animal apenas sardinha e carne enlatadas.
Fica claro também na entrevista do Sr Creomar que toda a merenda escolar vem de fora da cidade, não permitindo aos comerciantes locais oportunidade de vender seus produtos, muito menos aos pequenos produtores de nossa cidade.

Baboseiras, mentiras, crimes e outras coisas mais

A seguir reproduziremos entrevista dada em 15 de julho de 2011 pelo Sr José Creomar de Mesquita Costa. O entrevistador é o Sr Caldas da Rádio Rio Preto, de propriedade do próprio prefeito.
Trata-se de uma entrevista de 15 minutos e 16 segundos. É interessante que se perceba o grau de cinismo e demagogia que transcendem à fala do prefeito.
Clique no botão play (1º botãozinho à esquerda na figura abaixo) e ouça a entrevista na íntegra:


São muitas baboseiras verificadas nas declarações do Sr Creomar, que figura-se como o pior prefeito de nossa cidade, uma vez que nunca em sua história a cidade teve acesso a tanto dinheiro desviado.
Percebe-se claramente que o Sr prefeito tenta ludibriar a opinião pública acreditando que a população seja desprovida de raciocínio, de senso crítico. Mas saiba o Sr, prefeito, que isso não é verdade.
Por ser extensa essa entrevista, preferimos desmascarar o mal gestor de nossa cidade em módulos. Então postaremos nos próximos dias várias notícias separadamente, pontuando as mentiras e os crimes praticados por ele.

Terceira Audiência Cidadã: povo mobilizado é povo forte

O Núcleo de Desenvolvimento dos direitos da Cidadania de São Benedito do Rio Preto-MA, realizou na noite do último sábado sua terceira Audiência Cidadã destacando os problemas na área da saúde pública do município.
O evento tem por finalidade esclarecer aos cidadãos de nossa cidade a maneira como estão sendo geridas as verbas públicas destinadas à saúde de nosso povo. 
Mostramos, em telões, fotos e documentos (cópias de contratos, ordens de pagamento, notas fiscais e recibos falsificados atestando obras inexistentes, superfaturadas ou inconclusas) comprobatórios dos desmandos cometidos pelo Sr José Creomar de Mesquita Costa, prefeito municipal. 


Mostramos para à população as pessoas cadastradas no P.S.F., pessoas lotadas na secretaria de saúde, mas que não trabalham, como é o caso da própria secretária municipal de saúde que mora em São Luís e raramente vai ao município, a Sr Beatriz de Mesquita Costa, irmã do prefeito.
O tema nepotismo também é recorrente na área da saúde, como em todas as outras áreas da administração municipal.
Também destacamos os funcionários fantasmas que conseguimos identificar os quais são muitos, tendo vários que moram fora do município e até do estado. Acreditamos também que existam vários outros que não conseguimos identificar por não conhecermos as pessoas.
Da audiência, resultou um documento que será protocolado no ministério público pedindo as devidas investigações e punições para os culpados.
Finalmente, destacamos o considerável número de cidadãos que prestigiaram a audiência, a pesar de outros eventos terem sido planejados para o mesmo horário para tentar inviabilizá-la, além do fato de o prefeito infiltrar "vigias" seus para que seus comandados não participassem de nosso evento cidadão. É por essas e outras que o gestor de nosso município é chamado de Saddam Hussein.

Para reflexão: saúde do povo, descaso do Estado!

Abaixo, artigo escrito por Frei Betto, publicado no portal da  Adital – Notícias da América Latina e Caribe.



Trata, entre outras coisas, sobre o sucateamento do Estado, a violação do direito humano à saúde e a restrição aos demais direitos, como forma de impor políticas de cunho neoliberais, consistindo na substituição do Estado de bem-estar social pela entronização do “deus-mercado”, em que a obtenção do lucro é um imperativo a ser posto acima de qualquer coisa.

Leia e compartilhe, através de comentário e envio aos seus contatos.

“O neoliberalismo deu um tiro de misericórdia no Estado de bem-estar social. Destruiu os vínculos societários nas relações de trabalho, deslegitimou a representação sindical, deslocou o público para o privado. O que era direito do cidadão, como a saúde, passou a depender das relações de mercado e da iniciativa pessoal do consumidor.

Quem não tem plano privado de saúde entra na planilha dos cemitérios. Hoje, 40 milhões de brasileiros desembolsam, todo mês, considerável quantia, convictos de que, doentes, serão atendidos com a mesma presteza e gentileza com que foram assediados pelos corretores das empresas de saúde privada.

Os clientes se multiplicam e os planos proliferam, sem que a rede hospitalar acompanhe essa progressão. O associado só descobre o camho do purgatório na hora em que necessita de resposta do plano: laboratórios e hospitais repletos, filas demoradas, médicos escassos, atendentes extenuados.

Em geral, o pessoal de serviço, que faz contato imediato com os beneficiários, não demonstra a menor disposição para o melhor analgésico à primeira dor: gentileza, atenção, informação sem dissimulação ou meias palavras.

Ora, se faltam postos de saúde e hospitais; se consultórios têm salas de espera repletas como estação rodoviária em véspera de feriado; se na hora da precisão se descobre que o plano é bem mais curvo e acidentado do que se supunha... a quem recorrer? Entregar-se às mãos de Deus?

O Brasil é o país dos paradoxos. O que o governo faz com u’a mão, desfaz com a outra. O SUS banca 11 milhões de internações por ano. Muitas poderiam ser evitadas se o governo tivesse uma política de prevenção eficiente e, por exemplo, regulamentasse, como já faz com bebidas alcoólicas e cigarro, a publicidade de alimentos nocivos à saúde. A obesidade compromete a saúde de 48% da população.

Entre nossas crianças, 45% estão com sobrepeso, quando o índice de normalidade é não ultrapassar 2,3%. De cada cinco crianças obesas, quatro continuarão assim quando adultos. No entanto, as leis asseguram imunidade e impunidade a uma infinidade de guloseimas e bebidas, muitas anunciadas ao público infantil na TV e em outros veículos. Haja excesso de açúcares e gordura saturada!

A boa-fé nutricional insiste na importância de verduras e legumes. Mas a ANVISA (vigilância sanitária) não se empenha para livrar o Brasil do vergonhoso título de campeão mundial no uso de agrotóxicos. Substâncias químicas proibidas em outros países são encontradas em produtos vendidos no Brasil. Haja câncer, má-formação fetal, hidroencefalia etc!

Entre 2002 e 2008, os acidentes de moto se multiplicaram 7,5 vezes no Brasil. Na capital paulista, são 4 mortes por dia. Muitos motoqueiros sobrevivem com graves lesões. No entanto, a fiscalização de veículos e condutores é precária e as vias públicas não são adaptadas ao tráfego de veículos de duas rodas.

Quem chega ao Brasil do exterior deve preencher e assinar um documento da Receita Federal declarando se traz ou não medicamentos. Em caso positivo, o produto e o passageiro são encaminhados à ANVISA. Ora, toneladas de veneno entram diariamente por nossos portos e aeroportos, e são vendidos em qualquer esquina: anabolizantes, energizantes, enquanto a TV veicula publicidade de refrigerantes com alto teor de cafeína e poder de corrosão óssea.

Embora todos saibam que saúde, alimentação e educação são prioritárias, o Ministério da Saúde dispõe de poucos recursos, apenas 3,6% do PIB, o que equivale, neste ano de 2011, a R$ 77 bilhões. Detalhe: em 1995 o governo FHC destinou, à saúde, R$ 91,6 bilhões. A Argentina, cuja população é cinco vezes inferior à do Brasil, destina anualmente duas vezes mais recursos que o nosso país.

Nossa saúde é prejudicada também pelo excesso de burocracia das agências reguladoras, a corrupção que grassa nos tentáculos do poder público (vide o prontuário da Funasa na sua relação com a saúde indígena), a falta de coordenação entre a União, os Estados e os municípios. Acrescem-se a mercantilização da medicina, a carência de médicos e sua má distribuição pelo país (o Rio tem 4 médicos por cada 1.000 habitantes: o Maranhão, 0,6).

Governo é que nem feijão, só funciona na panela de pressão!

Se a sociedade civil não exigir melhorias na saúde, no atendimento do SUS, no controle dos planos privados e dos medicamentos (pelos quais se pagam preços abusivos), estaremos fadados a ser uma nação, não de cidadãos, e sim de pacientes – no duplo sentido do termo. E condenados à morte precoce por descaso do Estado.”

Frei Betto
Escritor e assessor de movimentos sociais
Fonte: Blog Diário de Lutas.

Poder Judiciário maranhense: vícios, ilegalidade, etc!

Do Poder Judiciário Maranhense, sempre se afirmou:

- transita na ilegalidade;
- acomoda irregularidade, vantagens indevidas e contratações ilegais;
- não agüenta um minuto de fiscalização;
- os seus membros se sentem acima da lei;
- os juízes pensam que são Deus; os desembargadores têm certeza;
- nepotista, clientelista, patrimonialista.

Para comprovar os ditos acima, leia a matéria abaixo, extraída do sítio do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA).

Bastou ser obrigado a prestar contas e ser fiscalizado, para aparecer o descalabro.

Ou melhor: acima de 30 milhões já pode ser considerado escândalo!

À primeira vista, imagina-se tratar de uma prefeitura, do menor município maranhense, em que as relações pessoais e partidárias são comuns, por isso o cargo público é posto como uma forma de “presentear” o aliado, o familiar, o afilhado e o salário ou a gratificação é o funcionário quem manda.

Não se trata de uma prefeitura, muito embora essa prática seja comum na administração pública brasileira.

Trata-se do Tribunal de Justiça que tem por função zelar pela lei e pela ordem.

Ademais, cabe também julgar os prefeitos quando cometem crime e apreciar os seus recursos, quando são condenados por ato de improbidade administrativa ou cassados pela Câmara de Vereadores, quando cometem condutas semelhantes as atribuídas aos dois ex-presidentes do TJ/MA.

E quanto aos demais desembargadores, sabiam dessa “penca” de irregularidades?

Se sabiam, o que fizeram para barrar essa sangria?

E o atual presidente, desembargador Jamil Gedeon, tomou alguma providência, no sentido de investigar essas irregularidades ou deixou que a situação de genro do ex-presidente condenado pelo TCE, desembargador Militão Gomes, interferisse?

Precisa-se de uma investigação mais rigorosa, para saber quais foram os beneficiados, a quem eram ligados e se as autoridades competentes tomaram alguma providência.

O certo é que um juiz assim não pode mesmo julgar ninguém, pois não pode se abaixar, sob pena do fundo aparecer.

E como apareceu!

Cabe agora ao Ministério Público promover as ações cabíveis, no sentido de recuperar esses milhões aplicados ilegalmente.

Ainda existem alguns juízes e desembargadores que afirmar categoricamente existir pessoas que só trabalham para malhar, sujar e emporcalhar a imagem do Poder Judiciário.

Não precisa, isso seria concorrência desleal, uma vez que ninguém da sociedade civil seria páreo para complicar tanto a vida do Poder Judiciário quanto seus próprios membros.

Basta ver a matéria abaixo, com imparcialidade, senso ético e isenção, que a conclusão aparecerá de forma cristalina: o poder judiciário é anti-republicano, não respeita nem a Constituição, muito menos as leis.



O Tribunal de Contas do Estado condenou, na sessão plenária desta quarta-feira (15), os desembargadores Militão Vasconcelos Gomes e Augusto Galba Falcão Maranhão a devolver R$ 39,9 milhões aos cofres públicos. O débito é decorrente da reprovação das contas dos dois magistrados relativas ao exercício de 2006, ano em que dividiram a presidência do TJ.

Militão Gomes, que presidiu o judiciário maranhense no período de 1º de Janeiro a 06 de julho, foi condenado a devolver R$ 15,7 milhões, enquanto Galba Maranhão, que foi presidente do TJ entre 12 de julho a 31 de dezembro, foi condenado a devolver R$ 24,2 milhões. As multas decorrentes do débito são, respectivamente, de R$ 3,1 milhões e  R$ 4,4 milhões.

Além dos dois magistrados, respondem solidariamente pelas contas os servidores Carla Cristina Baima Souza, Jonas Julio Ferreira França, José Antonio Fonseca Ramos, Gorete Maria Rodrigues Rego e Carmem Tereza Maranhão Silva.

Dos onze indicadores de gestão, apenas a prática de atos relacionados à gestão de pessoal apresentou irregularidades, sendo responsável pela reprovação das contas e pelo débito com o erário. Em sua totalidade, as despesas impugnadas pelo TCE são decorrentes de irregularidades na folha de pagamento, com a concessão de vantagens indevidas, além de contratações em cargos comissionados sem o preenchimento dos requisitos legais.

As irregularidades foram apontadas em relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Processo nº 6535/2008, relativo à auditoria realizada na folha de pagamento do TJ. Encaminhado ao TCE e anexado aos autos da prestação de contas então em análise, o relatório do CNJ levou o relator das contas, conselheiro substituto Antonio Blecaute Costa Barbosa, a determinar inspeção in loco no Tribunal de Justiça, confirmando os desvios apontados.

De um modo geral, as irregularidades dizem respeito à concessão de vantagens de forma genérica e sem critério. O relatório da Unidade Técnica de Fiscalização (UTEFI) do TCE aponta um total de 24 ocorrências diferentes, somando os períodos em que os dois desembargadores estiveram à frente do Judiciário.

As situações são as mais variadas:

- Gratificação Técnica do Judiciário concedida em percentual superior ao limite máximo de 100% do vencimento do cargo efetivo, resultando em diferença no valor de R$ 2,2 milhões;
- Gratificação de Risco de Vida, no valor de R$ 1,3 milhão concedida a servidores ativos não ocupantes do cargo de Vigia do Grupo Administrativo e Operacional, sendo concedida também a servidores inativos no valor de R$ 298,5 mil;
- Adicional de Insalubridade no valor de R$ 2,9 milhões concedida a servidores inativos, sem previsão legal;
- Gratificação por Execução de trabalho técnico científico, no total de 1,3 milhão;
- Diferença de Gratificação de Execução de Trabalho Técnico Científico, no total de 4.041,92, exclusiva de servidores do Poder Executivo, além de serem concedidas a servidores comissionados, entre outras.

Como se trata de primeiro julgamento, os magistrados e os demais ordenadores de despesas alcançados pela decisão do TCE podem interpor recursos.
Fonte: Blog Diário de Lutas.

EMPRESA ORGANIZADORA DO CONCURSO: ENDEREÇOS ENCONTRADOS, MAS A EMPRESA NÃO

Dia 07 último publicamos a matéria "ONDE FICA O INSTITUTO COELHO NETO", dando conta de que no edital 001/2011 do concurso da prefeitura de São Benedito, o endereço é no Royal Center - Cohama. Mas na internet, o endereço é no Parque Shalon, ambos em São Luís - MA.
Um colaborador de nosso blog, que também é candidato inscrito no concurso, resolveu ir atrás e descobriu os endereços, mas nada de Instituto Coelho Neto.

Sala 204 do Royal Center. Fechada em horário comercial, sem identificação  e ninguém sabe dar informações sobre a existência do tal Instituto.

Endereço do Parque Shalon. Aparentemente uma residência.
Como será que o Sr José Creomar de Mesquita Costa conseguiu encontrar essa empresa. Por que no dia do pregão presencial, que não houve, nenhum representante dela compareceu e nos endereços ela também não existe.
Com a palavra o Sr Creomar, prefeito e o Sr Jovemar Cardoso, secretário de administração, que até fugiu pelos fundos no dia do pregão. Lembram?

Exercício de cinismo ou como explicar o inexplicável!

Abaixo, como anteriormente divulgado, a “nota de esclarecimento” do secretário de Saúde, Ricardo Murad, sobre as denúncias veiculadas na Revista Istoé, edição 2.177.

Na verdade, não passa de um exercício ao ar livre de explicar o inexplicável, justificar o injustificável, contradizer a evidência dos fatos.

Talvez seja tarefa difícil para qualquer pessoa, menos para o governo de Roseana/Ricardo Murad.

Pegos com a “boca na botija” tentam passar para a opinião pública que tudo feito teve um único objetivo: beneficiar o povo maranhense.

O povo, sempre o povo!

Ao ler nota de (des)esclarecimento, vem à mente a frase lapidar do velho Karl Marx, no livro “18 Brumário de Louis Bonaparte”: “a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

Diante da tragédia de envolver quase meio bilhão de reais em “esqueletos de hospitais”, agora vem a farsa, em forma de nota, pena que não seja a devolução do dinheiro aplicado sem nenhum critério e ao arrepio da lei.

Mais tarde, a análise mais detalhada.

Por enquanto, leia e tente dormir com um barulho desse!


Nota de Esclarecimento

Com relação à matéria publicada pela Revista IstoÉ, na Edição nº 2177, de 29 de julho de 2011, sob o título “Os Hospitais de Roseana na UTI”, esclarecemos que no momento difícil em que se encontra a saúde no Brasil, o Maranhão, com grande esforço para seu parco orçamento, escolheu a saúde como prioridade e fez um programa audaz no país na construção de 72 hospitais, o que está sendo feito, e que até junho de 2012 serão todos inaugurados e colocados em funcionamento, para benefício do povo maranhense.

Este é o Programa Saúde é Vida, que está construindo 72 hospitais e 10 Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s); e inclui a ampliação e modernização da rede estadual de saúde para a realização de procedimentos de alta complexidade; a implantação de 155 novos leitos de UTI, e parcerias com as prefeituras que já dispunham de hospitais, para reforma, ampliação e reequipamento de suas unidades.

Trata-se de um programa arrojado e inovador, único na história da medicina do Maranhão, voltado ao bem-estar da população maranhense, o qual obedece rigorosamente às exigências legais.

É por este motivo que entendemos existirem equívocos e imprecisões na reportagem, os quais necessitam ser esclarecidos:

1.   Não é correto afirmar que apenas 12% do cronograma de obras foram cumpridos. Na realidade, dos 72 hospitais, 70% das obras físicas estão concluídas e até junho de 2012 todas estarão prontas. Das 10 UPAs, nove estão prontas e uma em fase de conclusão. Ainda em 2011 todas as UPAs entrarão em funcionamento e 42 dos 72 hospitais estarão equipados e em operação. Nos casos em que houve atraso na execução das obras, os contratos foram rescindidos, novamente licitados e as ordens de serviço emitidas. Dos 155 novos leitos de UTI, 80 já estão ativados, 45 entrarão em funcionamento nos próximos 120 dias e os 30 restantes no primeiro semestre de 2012. Todos os equipamentos necessários ao funcionamento das 42 novas unidades que entrarão em operação este ano já foram adquiridos.

2.   Não houve qualquer obra do Programa Saúde é Vida que não tenha sido legalmente licitada, conforme documentos comprobatórios apresentados pela Secretaria de Saúde ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Este conjunto de documentos esclarece que os projetos básicos dos 64 hospitais de 20 leitos foram elaborados pelo corpo técnico da Secretaria de Estado da Saúde, conforme demonstram ARTs (Anotação de Responsabilidade Técnica) registradas no Crea-MA. A Empresa Proenge foi contratada por meio de processo licitatório regular (concorrência 007/2009) para elaborar os projetos executivos, que não podem ser confundidos com projetos básicos, assim como para gerenciar e fiscalizar a execução da construção das novas unidades.

3.   Não está correta a informação publicada na reportagem de que foram repassados recursos para empresas que não construíram hospitais. Todos os seis lotes foram objeto da Concorrência Pública nº 001/2009. Os lotes 01, 03 e 06 tiveram concorrentes e os vencedores foram as empresas Construtora Guterres, Construtora Geotec e Construtora Console, respectivamente. Nos lotes 02, 04 e 05 não apareceram interessados, o que levou a administração pública a contratar as empresas Lastro Engenharia, JNS Canaã e Dimensão em consonância com o que dispõe o art. 24, inciso V, da Lei de Licitações. A Dimensão Engenharia já concluiu oito dos nove hospitais. A Lastro Engenharia já concluiu cinco dos 12 hospitais contratados e, dos sete restantes, cinco estão com 90% das obras realizadas e dois com 60%. O contrato da JNS Canaã foi rescindido pela Secretaria de Estado da Saúde em função do atraso no cronograma físico-financeiro. À época da rescisão, a empresa havia concluído 50% das obras. Nova licitação foi realizada, a empresa vencedora já foi contratada e a ordem de serviço emitida com previsão de término dos serviços em abril de 2012.

São Luís, 02 de agosto de 2011.

Ricardo Murad
Secretário de Estado da Saúde
Fonte: Blog Diário de Lutas.

Para reflexão: O homem mau dorme bem?

O magistral cineasta japonês Akira Kurosawa realizou no início dos anos 1960 um filme em que denunciava a corrupção e a consecução de outros crimes no fechado ambiente das grandes empresas do seu país.


O título, em tom afirmativo, se colocado na sua forma interrogativa, nos remeterá a uma dúvida de características hamletianas, proposta – aliás – que permeia a citada obra de Kurosawa. Homem mau dorme bem?

Tudo indica que sim, se buscarmos exemplos como o de Rupert Murdoch, o tão sinistramente badalado magnata das comunicações. Descobertas as falcatruas e delitos praticados por um de seus jornais em Londres, com espionagens, escutas telefônicas ilegais, chantagens e outras “liberdades de imprensa” sempre defendidas pelos mais ardorosos e hipócritas democratas de plantão, Murdoch respondeu no parlamento britânico que, apesar de toda a situação que vivia a sua empresa, da qual não tinha conhecimento (sic), ela sairia mais fortalecida dos acontecimentos.

A pergunta imediata que me fiz, até certo ponto óbvia para quem acompanha razoavelmente o que acontece com as grandes corporações dos meios de comunicação no mundo atual, é se a empresa de Murdoch sairia mais forte para praticar crimes iguais ou ainda piores do que os descobertos e identificados.

Já não é segredo para ninguém como e onde se fabricam determinadas notícias de caráter belicistas, preconceituosos, xenófobos, racistas e distribuídas por agências noticiosas ao redor do mundo para jornais, rádios, emissoras de televisão e toda a rede da internet.

Campanhas contra os povos muçulmanos, por exemplo, ou a incitação contra imigrantes na Europa e nos EUA, contra presidentes de estados como Ahmadinejad, Hugo Chávez, Rafael Correa, Evo Morales, Fidel Castro, o próprio ex-presidente Lula, nomes mais sonantes por essas bandas…

São notícias, boa parte delas, articuladas e expostas em jornais, revistas e televisões do império Murdoch. E não só, pois são também repercutidas no Brasil por vários meios de comunicação de igual teor… Tudo em defesa de um sistema econômico que começa a rachar por todos os lados.

Ou em defesa dos armamentistas, dos grandes laboratórios farmacêuticos norte-americanos e europeus que usam como cobaias exatamente muitos dos imigrantes indesejados, só que em seus países de origem. Ou ainda no indisfarçável propósito de identificar a melhor democracia como sendo aquela que se confunde com a ganância mais irresponsável e impiedosa de que se tem notícia.

Que o digam, por exemplo, os exércitos de jovens desempregados e subempregados na Grécia, Irlanda, Espanha, Portugal, Itália e adjacências. Quando a pacífica Noruega chora de dor por dezenas de seus jovens, vítimas da insanidade da nova direita europeia, é preciso lembrar que por trás do ato terrorista está a indefectível mão da intolerância e da imprensa do Sr. Murdoch e seus pares pelo resto mundo.

Para sonhar de novo e resgatar para si a dignidade, a solidariedade e a alegria de se viver minimamente em paz, o homem terá que impedir o leve sono e o mau exemplo dos Murdochs que se escondem em muitas das redações e consciências entrincheiradas à nossa volta.

Izaías Almada, mineiro de Belo Horizonte, escritor, dramaturgo e roteirista, é autor de Teatro de Arena (Coleção Pauliceia da Boitempo) e dos romances A metade arrancada de mimO medo por trás das janelas e Florão da América. Publicou ainda dois livros de contos, Memórias emotivas e O vidente da Rua 46. Como ator, trabalhou no Teatro de Arena entre 1965 e 1968. Texto publicado no blog da Boitempo.
Fonte: Blog Diário de Lutas.
 

Os hospitais de Roseana na UTI: parte 2

FAVORECIMENTO
A Dimensão Engenharia e Construção Ltda., outra das contratadas sem licitação, foi ainda mais generosa ao injetar R$ 900 mil no caixa do partido durante a eleição.

A Lastro Engenharia, por sua vez, repassou aos cofres peemedebistas mais R$ 300 mil. A empresa conseguiu dois contratos com dispensa de licitação: a reforma do Hospital Pam-Diamante, em São Luís, e a construção de hospitais de 20 leitos. Além disso, foi uma das vencedoras da disputa (licitação número 302/2009) para erguer unidades de saúde com 50 leitos.

Esses contratos foram aditivados em 25% (o limite legal previsto pela legislação). Ao todo, a empreiteira faturou R$ 58 milhões. O uso do limite para elevar o valor dos contratos foi utilizado também por outra construtora, a Ires Engenharia, o que alertou os procuradores do TCE.

“Chama a atenção o fato de o valor acrescido aos contratos coincidir até nos centavos com o valor limítrofe previsto em lei. A impressão que se tem é que ou o valor originariamente contratado foi equivocado ou os aditivos foram firmados sem critério estritamente técnico”, escreveram no relatório.

Para o deputado Domingos Dutra (PT), os problemas no programa Saúde é Vida vão além do anotado pelos procuradores. Um levantamento das ordens bancárias de 2010 mostra uma série de repasses redondos que, segundo Dutra, “indicariam a prática de caixa 2 para abastecer a campanha de Roseana.”

A Dimensão Engenharia, por exemplo, recebeu R$ 1 milhão em 19 de julho. Três dias antes, a empreiteira Console apresentou fatura de R$ 2 milhões. No mesmo dia, o governo pagou mais R$ 1 milhão à Geotec e R$ 1,5 milhão à Guterres, que no dia 22 recebeu mais R$ 500 mil.

A JNS teve três repasses redondos: R$ 300 mil e R$ 50 mil em 16 de abril e R$ 1,5 milhão em 16 de julho.

A Lastro teve um repasse de R$ 1,5 milhão; a Proenge, dois repasses de R$ 600 mil e R$ 300 mil; e a Ires Engenharia, um pagamento de R$ 1 milhão.

“Nenhuma empresa emite nota fiscal pela prestação de serviços com números redondos”, afirma Dutra. “Geralmente são valores fracionados, até em centavos, como vemos nas dezenas de outras ordens de pagamento.”

O parlamentar encaminhou petição ao Ministério Público Federal e à Controladoria-Geral da União. 

Além dos indícios de corrupção e do uso das obras para angariar dividendos políticos, o deputado federal Ribamar Alves (PSB) ataca a concepção do Saúde é Vida, que, segundo ele, contraria determinações do próprio Ministério da Saúde sobre a construção de hospitais em cidades com menos de 30 mil habitantes.

“Essas prefeituras não têm dinheiro para a manutenção desses hospitais nem médicos suficientes ou demanda”, afirma.

Ele estima em R$ 500 mil o custo mensal para a manutenção dessas unidades, valor acima da soma dos repasses do Fundeb, do SUS e do Fundo de Participação dos Municípios. “Sem gente nem dinheiro, esses hospitais vão se transformar em imensos elefantes brancos”, diz Alves.

O parlamentar lembra que a Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara aprovou requerimento do deputado Osmar Terra (PMDB/RS) para convidar Murad a prestar esclarecimentos sobre o programa e outros problemas na área da saúde. “Ele tem muito o que explicar”, afirma.

Procurado por ISTOÉ, o secretário de Saúde do Maranhão não se manifestou até o fechamento da edição.
Fonte: Blog Diário de Lutas.

Os hospitais de Roseana na UTI: parte 1

FRAUDES
Fraudes em licitações colocam sob suspeita programa de construção de unidades de saúde da governadora do Maranhão, em um negócio de quase meio bilhão de reais
ESCÂNDALO
Relatório da Procuradoria de Contas aponta irregularidades na
licitação e pede a devolução de repasses feitos a empreiteiras
DENÚNCIA
Documento cita empresas envolvidas

Quem percorre o interior do Maranhão se surpreende com a quantidade de esqueletos de grandes obras abandonadas e expostas ao tempo. Várias delas estão em municípios humildes como Marajá do Sena, Matinha e São João do Paraíso.

São hospitais públicos inacabados do programa Saúde é Vida, principal bandeira da campanha de reeleição de Roseana Sarney (PMDB). Com apenas 12% do cronograma cumprido desde que foi lançado há dois anos, o projeto já tem um custo superior a R$ 418 milhões e corre o risco de virar mais um imenso monumento à corrupção.

Relatório da Procuradoria de Contas maranhense, obtido com exclusividade por ISTOÉ, acusa o governo de fraudar o processo licitatório, pede a devolução de parte dos repasses e a aplicação de multa ao secretário de Saúde, Ricardo Murad, cunhado da governadora.

A investigação dos procuradores Jairo Cavalcanti Vieira e Paulo Henrique Araújo, a partir de representação do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Maranhão, revela um cipoal de irregularidades e mostra como o governo beneficiou empreiteiras que depois abasteceram o caixa de campanha do PMDB com mais de R$ 2 milhões.

Os problemas começaram no segundo semestre de 2009, quando o governo de Roseana resolveu lançar o Saúde é Vida. Mesmo sem previsão orçamentária, a governadora conseguiu incluir o programa no Plano Plurianual e entregou sua execução ao cunhado.

Murad, alegando urgência, contratou sem licitação a empresa Proenge Engenharia Ltda. para a elaboração dos projetos básico e executivo. Os procuradores descobriram que, na verdade, o projeto básico já tinha sido elaborado por técnicos da própria Secretaria de Saúde.

A mesma Proenge venceu, logo depois, um dos lotes da concorrência 301/2009 para a construção de 64 hospitais de 20 leitos. O edital da obra indicava que as empreiteiras vencedoras deveriam elaborar o projeto executivo dos hospitais. Ou seja, a empreiteira acabou recebendo duas vezes para prestar o mesmo serviço. No total, a Proenge recebeu R$ 14,5 milhões.

Para os procuradores do TCE maranhense, que questionam o caráter emergencial da contratação, “os valores pagos à empresa Proenge constituem lesão ao erário e devem ser objeto de ressarcimento”. Eles calcularam em R$ 3,6 milhões o total que deve ser devolvido.

As ilegalidades não param aí. A construção dos hospitais de 20 leitos foi dividida em seis lotes, mas três deles simplesmente não entraram na licitação.

Foram entregues a três empreiteiras diferentes: Lastro Engenharia, Dimensão Engenharia e JNS Canaã, que receberam quase R$ 64 milhões em repasses e nem sequer construíram um hospital. A JNS Canaã é um caso ainda mais nebuloso.

Os procuradores afirmam que a empreiteira, filial do grupo JNS, teve seu ato constitutivo arquivado na Junta Comercial do Maranhão em 24 de novembro de 2009, dias antes de fechar contrato com o governo. A primeira ordem bancária em nome da JNS saiu apenas quatro meses depois, em 16 de abril de 2010. Sozinha, a empresa recebeu R$ 9 milhões, não concluiu nenhum dos 11 hospitais e teve seu contrato rescindido por Murad.

Antes, porém, a mesma JNS doou R$ 700 mil para a campanha de Roseana, por meio de duas transferências bancárias, uma de R$ 450 mil para a direção estadual do PMDB e outra de R$ 300 mil para o Comitê Financeiro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral.
Fonte: Blog Diário de Lutas.