Muita grana. Mas que hora que sai a merenda?

Dia 15 de julho último, o prefeito de São Benedito do Rio Preto-MA, Sr José Creomar de Mesquita Costa, foi a sua Rádio e tratou de vários assuntos, dentre eles a merenda escolar.
Este blog publicou na íntegra essa entrevista do prefeito. Clique e ouça.
Também postamos aqui, em 12/08/2011, matéria desmascarando o Sr Creomar sobre a inconsistência entre o que ele afirmou em sua rádio e a verdade sofrida por alunos famintos em nossas escolas municipais.
Nessa mesma data, 21/08, o promotor Benedito Coroba pediria à justiça a cassação de Creomar, por improbidade administrativa.
Ao verificar o Diário Oficial de 08/04/2011, página 17, encontramos a prefeitura contratando a empresa  G S Pereira Comercio (CNPJ nº 10.441.697/0001-90) por seu representante legal, Sr. Vitor Sampaio (CPF nº. 063.497.303-72), estabelecida a Avenida Roberto Simonsen - Santa Cruz-São Luis-MA.
OBJETO DA CONTRATAÇÃO: Compra de Gêneros Alimentícios Para a Merenda Escolar. VIGENCIA: 04/04/2011 a 31/12/2011; VALOR TOTAL: R$ 430.461,70.
Por tanto, não será por falta de dinheiro que nossos alunos continuarão assistindo somente 2 horas de aula por dia por causa da fome.
Enquanto isso temos notícias do Sr prefeito viajando em primeira classe nãose sabe pra onde.

A PRAGA DA CORRUPÇÃO: REVISTA VEJA REVELA AS PERIPÉCIAS DO MINISTRO DA AGRICULTURA

Em 30 anos de política, o ministro da Agricultura deixou um rastro de histórias esquisitas por onde passou

O ministro Wagner Rossi, da Agricultura, gastou a semana passada tentando convencer a presidente Dilma Rousseff e o Brasil inteiro de que não tinha ligações com as interferências do lobista Júlio Fróes nos negócios da pasta que comanda, como havia sido revelado por VEJA. Apesar da demissão de Milton Ortolan, segundo na hierarquia e seu braço direito há 25 anos, e das provas de que Fróes tinha sala dentro da Comissão de Licitações da Agricultura, Rossi posava de marido traído. Chamado ao Congresso para dar explicações, disse que Ortolan era ingênuo, e que ele, como ministro, não podia controlar a portaria do ministério para impedir a entrada de Fróes. Sobreviveu uma semana, mas vai precisar de muito mais do que frases de efeito se quiser continuar na cadeira de ministro.
A edição de VEJA que chega às bancas neste sábado mostra que Wagner Rossi, paulistano de 68 anos, é um colecionador de problemas, um daqueles políticos que costumam deixar um rastro de histórias esquisitas por onde passam.
A primeira história relatada por VEJA remonta ao tempo em que Rossi presidia a Companhia Nacional de Abastecimento, a Conab, vinculada ao ministério da Agricultura. No final de 2007, a estatal doou 100 toneladas de feijão para a prefeitura de João Pessoa, então comandada por Ricardo Coutinho, do PSB, hoje governador da Paraíba. O feijão deveria ser distribuído entre famílias de baixa renda, mas como havia uma eleição municipal em 2008, o prefeito decidiu guardar parte do estoque. Funcionário da Conab há 25 anos, Walter Bastos de Moura descobriu a irregularidade e a denunciou diretamente a Wagner Rossi, em abril de 2008. Rossi prometeu tomar providências.
Como nada aconteceu, Walter Bastos passou a vigiar a mercadoria estocada. Em setembro, a poucos dias eleição, ele recebeu a informação de que o feijão seria enfim distribuído e acionou a Polícia Federal e a Justiça Eleitoral. Para evitar o flagrante, diz ele, a prefeitura decidiu sumir com as provas e despejou 8 toneladas de feijão no aterro sanitário de João Pessoa.
A história chegou a ser explorada como denúncia contra o prefeito, mas era muito mais grave: tratava-se de um flagrante do uso político da Conab para favorecer aliados do governo federal. Num acesso de sinceridade, o ex-presidente da empresa Alexandre Magno Franco de Aguiar, que sucedeu Rossi na empresa e hoje é seu assessor especial no ministério, confessou a VEJA que o próprio Rossi usou o expediente de distribuir alimentos para conseguir votos, inclusive para favorecer eleitoralmente o filho, Baleia Rossi, deputado estadual e presidente do diretório do PMDB de São Paulo.
Já no cargo de ministro da Agricultura, para o qual foi nomeado em março de 2010 por Lula, Rossi não tardou a implantar seu método de lidar com a coisa pública. Em 8 de dezembro do ano passado, a Comissão de Licitação do Ministério da Agricultura estava reunida para abrir as propostas técnicas de quatro empresas que disputavam um contrato para prestar serviços de comunicação à pasta. Um dos representantes de empresas ali presente fez uma denúncia grave. Disse, em alto e bom som, que aquilo era um jogo de cartas marcadas e que já estava acertado um “pagamento de 2 milhões de reais ao oitavo andar”. No oitavo andar, fica o gabinete do ministro.
O presidente da Comissão de Licitação, Israel Leonardo Batista, disse que registraria a acusação em ata e a encaminharia à Polícia Federal. Não demorou para que fosse chamado à sala da então coordenadora de logística do ministério, Karla Carvalho, onde recebeu a ordem de não tomar nenhuma atitude. Karla já era, na época, figura de confiança de Rossi. De lá para cá, só subiu na hierarquia da pasta. Até a semana passada, era a poderosa secretária-executiva do ministério. Trabalhava diretamente com Milton Ortolan, demitido horas após a última edição de VEJA chegar às bancas com as revelações sobre Júlio Fróes.
Não bastassem as suspeitas que rondam seu gabinete na Agricultura, o ministro ainda deve esclarecimentos sobre sua atuação na Companhia Docas de São Paulo (Codesp), cargo ao qual chegou também pelas mãos do amigo Michel Temer. Quando presidia a Codesp, uma estatal, Rossi descobriu que empresas contratadas pelo Porto de Santos deviam 126 milhões de reais à Previdência. Em vez de exigir que acertassem as contas, decidiu pagar ele mesmo a fatura – com dinheiro público da Codesp, é claro. A lista de beneficiários do dinheiro público inclui 99 empresas privadas que jamais quitaram os débitos assumidos pela estatal. Em 2005, seis anos depois do acordo, apenas 20.000 reais haviam sido ressarcidos à empresa.
Amigo há 50 anos e leal servidor do vice-presidente Michel Temer, Wagner Rossi entrou para a política em 1982, quando concorreu pela primeira-vez a deputado federal. Até então, levava uma vida modesta de professor universitário. Morava em uma casa de classe média em Ribeirão Preto, tinha uma Kombi, uma Belina e um Fusca Laranja, com o qual fez a campanha. “Ele não tinha dinheiro nem para bancar os santinhos”, lembra João Gilberto Sampaio, ex-prefeito de Ribeirão Preto. Depois de dois mandatos como deputado estadual, dois como deputado federal, a presidência da Codesp, da Conab e dois anos como ministro (funções cujo salário máximo é de 26 mil reais), sua ascensão patrimonial impressiona.
O homem do fusca laranja e sua família são, hoje, proprietários de empresas, emissoras de rádios, casas e fazendas. Wagner Rossi mora numa das casas mais espetaculares de Ribeirão Preto, no alto de uma colina, cercada por um bosque luxuriante, numa área de 400 mil metros quadrados. Adquirida em 1996, quando ele era deputado, a mansão é avaliada hoje em 9 milhões de reais. Tudo, nas palavras do ministro, conquistado com o esforço de 50 anos de trabalho e uma herança recebida.
Postado por

É muita confusão, mas libera que é de interesse de Sarney!

Em mais uma operação, denominada “voucher”, a Polícia Federal cumpriu 36 mandados de prisão, com objetivo de desbaratar quadrilhas encravadas no Estado brasileiro, dessa vez no Ministério do Turismo, cujo ministro é Pedro Novais, conhecido dos maranhenses por um mistério: não faz comício, quase não é visto fazendo campanha e sempre se elege.


Nas anotações das conversas telefônicas, cujas escutas foram permitidas com autorização judicial, ouviu-se que era para ser liberada verba de uma emenda para um projeto, que era só confusão, mas era do “interesse do Sarney”.

Defendendo-se das acusações, o senador Sarney, por intermédio de porta-voz, afirmou sua inocência, a probidade da sua vida pública, que não existe nada que o ligue a mais esse escândalo.

Abaixo, em reportagem especial de Leandro Colon, para o Estado de São Paulo, os detalhes do esquema de corrupção e fraude, com os envolvidos citando o nome de Sarney como interessado direto na liberação das emendas.


Um projeto do Ministério do Turismo que, segundo a Polícia Federal, seria de interesse do senador José Sarney (PMDB-AP) recebeu R$ 3 milhões do governo e nunca saiu do papel.

No inquérito, o convênio é apelidado de "Amapá 2". A polícia trata o contrato, ainda em vigência, como "fraudes em andamento"."Em diversas interceptações telefônicas feitas com autorização judicial, é possível perceber a preocupação dos investigados com este convênio que chamam de Amapá 2", diz relatório da PF obtido pelo Estado de São Paulo.

Trata-se, segundo o inquérito, do contrato firmado pelo Ministério do Turismo com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi), entidade de fachada que é pivô do esquema investigado. O convênio, no valor total de R$ 5 milhões, foi assinado para "Implantação de processos participativos para Fortalecimento da Cadeia Produtiva de Turismo do Estado do Amapá", mas nunca existiu de fato. A ONG tem sede em uma sala num pequeno centro comercial de Macapá.

Esse contrato foi assinado por Frederico Silva da Costa, atual secretário executivo do ministério, preso pela PF sob acusação de envolvimento no esquema. Segundo o inquérito, o Tribunal de Contas da União (TCU) também investiga esse contrato.

Na quinta-feira, 11, o Estado revelou uma gravação feita pela PF com autorização da Justiça em que o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins, preso na terça-feira, manifesta preocupação com um eventual cancelamento do contrato que, segundo ele, seria de "interesse" de Sarney.

Na conversa com sua chefe de gabinete, Colbert diz que o projeto é ligado à deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP). No diálogo, ocorrida na tarde de 28 de julho, Colbert afirma: "E tem que ver aquela obra lá do Amapá, aquela lá da Fátima Pelaes, daquela confusão do mundo todo que é interesse do Sarney. Tá certo? Que se cancelar aquilo, aquilo tá na bica de cancelamento, enfim, algumas que eu sei de cabeça, assim. Cancela aquela, pega Sarney pela proa, já vai ser mais confusão ainda, ok?".

Emendas: Fátima é autora das duas emendas para o Ibrasi, que, por indicação da deputada, assinou dois convênios com o Turismo. O primeiro, de R$ 4 milhões, deu origem ao inquérito que levou à Operação Voucher. O segundo, de R$ 5 milhões e apelidado de Amapá 2, foi incluído na investigação pelo Ministério Público Federal após se identificar que o projeto nunca existiu.

Ao analisar num relatório sigiloso o teor da conversa entre Colbert e a assessoria, a PF afirma: "Abadia, assessora de Colbert, fala sobre o cancelamento de convênios de 2007, 2008 e 2009 que ainda não iniciaram. Colbert afirma que precisa analisar os de 2009 para decidir quais serão realmente cancelados, citando alguns exemplos, entre eles o Amapá 2, dizendo que seria problemático cancelar, pois seria do interesse de Sarney".

E continua: "Conclui-se, assim, que o período analisado ajudou a desvelar os motivos pelos quais os funcionários do Ministério do Turismo não acompanharam devidamente a execução do convênio sob investigação, deixando ocorrer várias irregularidades em sua execução."

Uma gravação telefônica mostra os diretores do Ibrasi, Luiz Gustavo Machado e Maria Helena Necchi, preocupados com um possível cancelamento deste segundo convênio com o Turismo. Os dois foram presos pela polícia. "Eles querem cancelar o dois mesmo", diz Luiz Gustavo, relatando o teor de uma reunião com Antônio dos Santos Júnior, assessor de Frederico Costa. 

"O advogado que sugeriu que a gente continuasse, porque é até um atestado de culpa parar", respondeu Maria Helena. "Bom, mas eles que vão parar porque eles vão cancelar, então é problema deles", disse Luiz Gustavo.

MP PEDE CASSAÇÃO DO PREFEITO DE SÃO BENEDITO DO RIO PRETO-MA

Há 2 anos e 14 dias o Núcleo de Desenvolvimento dos Direitos da Cidadania de São Benedito do Rio Preto-MA existe.
Desde o dia 30 de julho de 2009 que este grupo tem trabalhado no sentido de fiscalizar a aplicação de verbas públicas em nosso município e denunciar a malversação dessas verbas ao ministério público.
Além do mais, damos publicidade a esses desmando para que nossa comunidade saiba o mau gestor que tem. Primeiramente foi o jornalzinho mensal "Raio X" que foi distribuído em nove edição, mas, infelizmente deixou de ser publicado por falta de dinheiro; depois este blog que diariamente tem trazido essas notícias à tona, para perplexidade de alguns e preocupação de outros. Também dispomos de espaço na Rádio Formosa FM que costumeiramente nos cede espaço para essa divulgação, além de propagá-las em sua programação jornalística normal.
Nesses dois anos já obtivemos algumas vitórias como a obrgatoriedade do prefeito José Creomar de Mesquita Costa, pela justiça, de entregar suas prestações de contas por dois anos consecutivos. O prefeito também está obrigado pela justiça (de 1ª e de 2ª) a contratar todos os classificados no concurso público de 2007, além de ter sido impedido pela mesma justiça de realizar seu concurso fraudulento no mês passado, dentre outros pedidos do MP provocados pelo NDDCSBRP que foram atendidos pela justiça, embora muitos desses ainda não tenham sido cumpridos pelo prefeito.
Outro fato relevante, fruto do trabalho deste Núcleo, foi a AÇÃO CIVIL PÚBLICA POR ATO DE IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA protocolada pelo Nobre Promotor Benedito de Jesus Nascimento Neto (Benedito Coroba) que está respondendo pela Comarca de Urbano Santos contra o réu, o Sr José Creomar de Mesquita Costa, prefeito de São Benedito.
Na ação, Coroba pede à justiça deferimento "condenando o réu com perda de mandato de prefeito municipal; com a suspensão dos direitos políticos por cinco anos; com pagamento de multa de cem vezes a sua remuneração pelo exercício do cargo de prefeito;..."
Acreditamos que o N. promotor continue apreciando os outros pedidos protocolados e que a Meretíssima Juíza de Direito daquela comarca dê a devida atenção que o caso requer, pois, como o próprio promotor relata em sua petição, há "densa prova documental acostada nesta".
E, por fim, acrescentamos que os trabalhos do NDDCSBRP estão apenas no início, pois muitas outras providências ainda precisam ser tomadas no sentido de moralizar as aplicações de verbas públicas em nosso município. Além do mais, que os responsáveis por desvios já cometidos sejam obrigados a devolver cada centavo retirado de nossa tão sofrida população.

Contas da Câmara municipal: qual o mistério?

Sabemos da omissão da Câmara Municipal de São Benedito do Rio Preto-MA no tocante ao exercício de suas finalidades, basta relembrar que o prefeito José Creomar de Mesquita Costa em seis anos de mandato nunca havia entregue sua prestação de contas naquela casa legislativa. Só veio a entregar por determinação judicial provocada pelo Núcleo de Desenvolvimento dos direitos da Cidadania de São Benedito do Rio Preto.
Outro fator a ser observado é que, muito provavelmente, o referido prefeito perderá seu mandato por muitas improbidades administrativas, visíveis a olho nu, sem que a Câmara Municipal tenha tomado nenhuma providência, mesmo tendo sido diversas vezes provocada pelo NDDCSBRP. Por isso entendemos que a Câmara seja corresponsável pelos desvios de verbas públicas de maneira escancarada em nosso município.
Também achamos que as contas da Câmara Municipal de São Benedito do Rio Preto-MA ainda são um mistério. ontem, 12/08/2011, completaram-se 30 dias que este NDDCSBRP reiterou ao presidente da casa, Ver. Manoel Bida, pedido protocolado em 23 de maio de 2011 para que as contas da Câmara Municipal sejam apresentadas para análise da comunidade.
Ver. Manoel Bida, presidente
Mesmo assim, o Sr Bida ainda não se manifestou acerca disso, nem na tribuna da Câmara, nem por escrito ao NDDCSBRP, nem tampouco à população de nossa cidade. Qual o problema, Sr presidente, quem não deve não teme.
De qualquer forma, o Núcleo protocolará na próxima semana no Ministério Público requerimento provocando o promotor que solicite essas contas pelas vias judiciais, com fizemos, com êxito, nos últimos dois anos com as contas da prefeitura, que o prefeito Creomar Mesquita insidia em não entregar.
A análise das contas da prefeitura revelaram centenas de crimes de improbidade administrativa as quais resultaram em diversas ações contra o gestor de nossa cidade que, certamente, levarão à cassação de seu mandato.
Esperamos as contas do presidente da Câmara para fazermos as mesmas análises e informarmos a nossa população. Esperamos não encontrar tantas irregularidades.

Cadê amerenda, Sr Prefeito?

Postamos ontem neste blog, entrevista do prefeito, Sr José Creomar de Mesquita Costa, dada à sua própria rádio, contando lorotas e mentiras. Quem ainda não ouviu precisa ouvir.
Por volta de 05 minutos e 40 segundos do início da entrevista, o Sr Creomar fala sobre MERENDA ESCOLAR. Segundo ele, "sempre que o Governo Federal libera recurso, compramos. Nossa merenda está sempre presente nas escolas; este mês (julho) mesmo está chegando nova carrada de merenda escolar para ficar armazenada em nosso depósito, com o objetivo de já no início de agosto já ter alimento para nossos alunos. Dentro da nossa realidade, é uma merenda de ótima qualidade".
O SR PREFEITO ESTÁ MENTINDO. VEJAMOS:

Dinheiro para a merenda escolar em 2010, mais de 450 mil reais.

Perceba a cima que a prefeitura recebeu quase 23 milhões de reais do Governo Federal em 2010, sendo mais de 450 mil reais para compra de merenda escolar. Mas os alunos receberam merenda em suas escolas somente por 30 dias, aproximadamente, 15 dias no primeiro semestre e 15 dias no segundo. Esse nº de dias varia de acordo com o nº de alunos na escola.
lembrando que quando não há merenda, os alunos são liberados mais cedo, permanecendo na escola apenas cerca de duas horas por dia.
No mesmo site, consta que até maio deste ano de 2011, o prefeito já recebeu até maio um total de R$: 103.536,00.

Recebido em 2011 para merenda escolar, até maio. mais de 103 mil reais
Com base nos repasses de anos anteriores, o NDDCSBRP acredita que o repasse de julho a que o prefeito se referiu na entrevista, tenha sido de quase R$: 69.024, 00, o que totaliza mais de 170 mil reais já recebidos em 2011.
Porém, os alunos receberam merenda somente uma vez no semestres, o que deve ter dado para uma ou duas semanas, dependendo do nº de alunos da escola.
Quanto ao carregamento de merenda que o prefeito prometeu para julho para que no início de agosto os alunos já tivessem sua merenda escolar, também não se confirmou
Com o dinheiro que o município recebe para alimentação dos alunos da educação básica, não temos a menor dúvida de que daria para ter merenda em quantidade e qualidade suficientes para permitir a nossos alunos uma alimentação de qualidade e mais de uma vez por dia.
Ainda hoje a prefeitura de nossa cidade oferece como proteína animal apenas sardinha e carne enlatadas.
Fica claro também na entrevista do Sr Creomar que toda a merenda escolar vem de fora da cidade, não permitindo aos comerciantes locais oportunidade de vender seus produtos, muito menos aos pequenos produtores de nossa cidade.

Baboseiras, mentiras, crimes e outras coisas mais

A seguir reproduziremos entrevista dada em 15 de julho de 2011 pelo Sr José Creomar de Mesquita Costa. O entrevistador é o Sr Caldas da Rádio Rio Preto, de propriedade do próprio prefeito.
Trata-se de uma entrevista de 15 minutos e 16 segundos. É interessante que se perceba o grau de cinismo e demagogia que transcendem à fala do prefeito.
Clique no botão play (1º botãozinho à esquerda na figura abaixo) e ouça a entrevista na íntegra:


São muitas baboseiras verificadas nas declarações do Sr Creomar, que figura-se como o pior prefeito de nossa cidade, uma vez que nunca em sua história a cidade teve acesso a tanto dinheiro desviado.
Percebe-se claramente que o Sr prefeito tenta ludibriar a opinião pública acreditando que a população seja desprovida de raciocínio, de senso crítico. Mas saiba o Sr, prefeito, que isso não é verdade.
Por ser extensa essa entrevista, preferimos desmascarar o mal gestor de nossa cidade em módulos. Então postaremos nos próximos dias várias notícias separadamente, pontuando as mentiras e os crimes praticados por ele.

Terceira Audiência Cidadã: povo mobilizado é povo forte

O Núcleo de Desenvolvimento dos direitos da Cidadania de São Benedito do Rio Preto-MA, realizou na noite do último sábado sua terceira Audiência Cidadã destacando os problemas na área da saúde pública do município.
O evento tem por finalidade esclarecer aos cidadãos de nossa cidade a maneira como estão sendo geridas as verbas públicas destinadas à saúde de nosso povo. 
Mostramos, em telões, fotos e documentos (cópias de contratos, ordens de pagamento, notas fiscais e recibos falsificados atestando obras inexistentes, superfaturadas ou inconclusas) comprobatórios dos desmandos cometidos pelo Sr José Creomar de Mesquita Costa, prefeito municipal. 


Mostramos para à população as pessoas cadastradas no P.S.F., pessoas lotadas na secretaria de saúde, mas que não trabalham, como é o caso da própria secretária municipal de saúde que mora em São Luís e raramente vai ao município, a Sr Beatriz de Mesquita Costa, irmã do prefeito.
O tema nepotismo também é recorrente na área da saúde, como em todas as outras áreas da administração municipal.
Também destacamos os funcionários fantasmas que conseguimos identificar os quais são muitos, tendo vários que moram fora do município e até do estado. Acreditamos também que existam vários outros que não conseguimos identificar por não conhecermos as pessoas.
Da audiência, resultou um documento que será protocolado no ministério público pedindo as devidas investigações e punições para os culpados.
Finalmente, destacamos o considerável número de cidadãos que prestigiaram a audiência, a pesar de outros eventos terem sido planejados para o mesmo horário para tentar inviabilizá-la, além do fato de o prefeito infiltrar "vigias" seus para que seus comandados não participassem de nosso evento cidadão. É por essas e outras que o gestor de nosso município é chamado de Saddam Hussein.

Para reflexão: saúde do povo, descaso do Estado!

Abaixo, artigo escrito por Frei Betto, publicado no portal da  Adital – Notícias da América Latina e Caribe.



Trata, entre outras coisas, sobre o sucateamento do Estado, a violação do direito humano à saúde e a restrição aos demais direitos, como forma de impor políticas de cunho neoliberais, consistindo na substituição do Estado de bem-estar social pela entronização do “deus-mercado”, em que a obtenção do lucro é um imperativo a ser posto acima de qualquer coisa.

Leia e compartilhe, através de comentário e envio aos seus contatos.

“O neoliberalismo deu um tiro de misericórdia no Estado de bem-estar social. Destruiu os vínculos societários nas relações de trabalho, deslegitimou a representação sindical, deslocou o público para o privado. O que era direito do cidadão, como a saúde, passou a depender das relações de mercado e da iniciativa pessoal do consumidor.

Quem não tem plano privado de saúde entra na planilha dos cemitérios. Hoje, 40 milhões de brasileiros desembolsam, todo mês, considerável quantia, convictos de que, doentes, serão atendidos com a mesma presteza e gentileza com que foram assediados pelos corretores das empresas de saúde privada.

Os clientes se multiplicam e os planos proliferam, sem que a rede hospitalar acompanhe essa progressão. O associado só descobre o camho do purgatório na hora em que necessita de resposta do plano: laboratórios e hospitais repletos, filas demoradas, médicos escassos, atendentes extenuados.

Em geral, o pessoal de serviço, que faz contato imediato com os beneficiários, não demonstra a menor disposição para o melhor analgésico à primeira dor: gentileza, atenção, informação sem dissimulação ou meias palavras.

Ora, se faltam postos de saúde e hospitais; se consultórios têm salas de espera repletas como estação rodoviária em véspera de feriado; se na hora da precisão se descobre que o plano é bem mais curvo e acidentado do que se supunha... a quem recorrer? Entregar-se às mãos de Deus?

O Brasil é o país dos paradoxos. O que o governo faz com u’a mão, desfaz com a outra. O SUS banca 11 milhões de internações por ano. Muitas poderiam ser evitadas se o governo tivesse uma política de prevenção eficiente e, por exemplo, regulamentasse, como já faz com bebidas alcoólicas e cigarro, a publicidade de alimentos nocivos à saúde. A obesidade compromete a saúde de 48% da população.

Entre nossas crianças, 45% estão com sobrepeso, quando o índice de normalidade é não ultrapassar 2,3%. De cada cinco crianças obesas, quatro continuarão assim quando adultos. No entanto, as leis asseguram imunidade e impunidade a uma infinidade de guloseimas e bebidas, muitas anunciadas ao público infantil na TV e em outros veículos. Haja excesso de açúcares e gordura saturada!

A boa-fé nutricional insiste na importância de verduras e legumes. Mas a ANVISA (vigilância sanitária) não se empenha para livrar o Brasil do vergonhoso título de campeão mundial no uso de agrotóxicos. Substâncias químicas proibidas em outros países são encontradas em produtos vendidos no Brasil. Haja câncer, má-formação fetal, hidroencefalia etc!

Entre 2002 e 2008, os acidentes de moto se multiplicaram 7,5 vezes no Brasil. Na capital paulista, são 4 mortes por dia. Muitos motoqueiros sobrevivem com graves lesões. No entanto, a fiscalização de veículos e condutores é precária e as vias públicas não são adaptadas ao tráfego de veículos de duas rodas.

Quem chega ao Brasil do exterior deve preencher e assinar um documento da Receita Federal declarando se traz ou não medicamentos. Em caso positivo, o produto e o passageiro são encaminhados à ANVISA. Ora, toneladas de veneno entram diariamente por nossos portos e aeroportos, e são vendidos em qualquer esquina: anabolizantes, energizantes, enquanto a TV veicula publicidade de refrigerantes com alto teor de cafeína e poder de corrosão óssea.

Embora todos saibam que saúde, alimentação e educação são prioritárias, o Ministério da Saúde dispõe de poucos recursos, apenas 3,6% do PIB, o que equivale, neste ano de 2011, a R$ 77 bilhões. Detalhe: em 1995 o governo FHC destinou, à saúde, R$ 91,6 bilhões. A Argentina, cuja população é cinco vezes inferior à do Brasil, destina anualmente duas vezes mais recursos que o nosso país.

Nossa saúde é prejudicada também pelo excesso de burocracia das agências reguladoras, a corrupção que grassa nos tentáculos do poder público (vide o prontuário da Funasa na sua relação com a saúde indígena), a falta de coordenação entre a União, os Estados e os municípios. Acrescem-se a mercantilização da medicina, a carência de médicos e sua má distribuição pelo país (o Rio tem 4 médicos por cada 1.000 habitantes: o Maranhão, 0,6).

Governo é que nem feijão, só funciona na panela de pressão!

Se a sociedade civil não exigir melhorias na saúde, no atendimento do SUS, no controle dos planos privados e dos medicamentos (pelos quais se pagam preços abusivos), estaremos fadados a ser uma nação, não de cidadãos, e sim de pacientes – no duplo sentido do termo. E condenados à morte precoce por descaso do Estado.”

Frei Betto
Escritor e assessor de movimentos sociais
Fonte: Blog Diário de Lutas.

Poder Judiciário maranhense: vícios, ilegalidade, etc!

Do Poder Judiciário Maranhense, sempre se afirmou:

- transita na ilegalidade;
- acomoda irregularidade, vantagens indevidas e contratações ilegais;
- não agüenta um minuto de fiscalização;
- os seus membros se sentem acima da lei;
- os juízes pensam que são Deus; os desembargadores têm certeza;
- nepotista, clientelista, patrimonialista.

Para comprovar os ditos acima, leia a matéria abaixo, extraída do sítio do Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE/MA).

Bastou ser obrigado a prestar contas e ser fiscalizado, para aparecer o descalabro.

Ou melhor: acima de 30 milhões já pode ser considerado escândalo!

À primeira vista, imagina-se tratar de uma prefeitura, do menor município maranhense, em que as relações pessoais e partidárias são comuns, por isso o cargo público é posto como uma forma de “presentear” o aliado, o familiar, o afilhado e o salário ou a gratificação é o funcionário quem manda.

Não se trata de uma prefeitura, muito embora essa prática seja comum na administração pública brasileira.

Trata-se do Tribunal de Justiça que tem por função zelar pela lei e pela ordem.

Ademais, cabe também julgar os prefeitos quando cometem crime e apreciar os seus recursos, quando são condenados por ato de improbidade administrativa ou cassados pela Câmara de Vereadores, quando cometem condutas semelhantes as atribuídas aos dois ex-presidentes do TJ/MA.

E quanto aos demais desembargadores, sabiam dessa “penca” de irregularidades?

Se sabiam, o que fizeram para barrar essa sangria?

E o atual presidente, desembargador Jamil Gedeon, tomou alguma providência, no sentido de investigar essas irregularidades ou deixou que a situação de genro do ex-presidente condenado pelo TCE, desembargador Militão Gomes, interferisse?

Precisa-se de uma investigação mais rigorosa, para saber quais foram os beneficiados, a quem eram ligados e se as autoridades competentes tomaram alguma providência.

O certo é que um juiz assim não pode mesmo julgar ninguém, pois não pode se abaixar, sob pena do fundo aparecer.

E como apareceu!

Cabe agora ao Ministério Público promover as ações cabíveis, no sentido de recuperar esses milhões aplicados ilegalmente.

Ainda existem alguns juízes e desembargadores que afirmar categoricamente existir pessoas que só trabalham para malhar, sujar e emporcalhar a imagem do Poder Judiciário.

Não precisa, isso seria concorrência desleal, uma vez que ninguém da sociedade civil seria páreo para complicar tanto a vida do Poder Judiciário quanto seus próprios membros.

Basta ver a matéria abaixo, com imparcialidade, senso ético e isenção, que a conclusão aparecerá de forma cristalina: o poder judiciário é anti-republicano, não respeita nem a Constituição, muito menos as leis.



O Tribunal de Contas do Estado condenou, na sessão plenária desta quarta-feira (15), os desembargadores Militão Vasconcelos Gomes e Augusto Galba Falcão Maranhão a devolver R$ 39,9 milhões aos cofres públicos. O débito é decorrente da reprovação das contas dos dois magistrados relativas ao exercício de 2006, ano em que dividiram a presidência do TJ.

Militão Gomes, que presidiu o judiciário maranhense no período de 1º de Janeiro a 06 de julho, foi condenado a devolver R$ 15,7 milhões, enquanto Galba Maranhão, que foi presidente do TJ entre 12 de julho a 31 de dezembro, foi condenado a devolver R$ 24,2 milhões. As multas decorrentes do débito são, respectivamente, de R$ 3,1 milhões e  R$ 4,4 milhões.

Além dos dois magistrados, respondem solidariamente pelas contas os servidores Carla Cristina Baima Souza, Jonas Julio Ferreira França, José Antonio Fonseca Ramos, Gorete Maria Rodrigues Rego e Carmem Tereza Maranhão Silva.

Dos onze indicadores de gestão, apenas a prática de atos relacionados à gestão de pessoal apresentou irregularidades, sendo responsável pela reprovação das contas e pelo débito com o erário. Em sua totalidade, as despesas impugnadas pelo TCE são decorrentes de irregularidades na folha de pagamento, com a concessão de vantagens indevidas, além de contratações em cargos comissionados sem o preenchimento dos requisitos legais.

As irregularidades foram apontadas em relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Processo nº 6535/2008, relativo à auditoria realizada na folha de pagamento do TJ. Encaminhado ao TCE e anexado aos autos da prestação de contas então em análise, o relatório do CNJ levou o relator das contas, conselheiro substituto Antonio Blecaute Costa Barbosa, a determinar inspeção in loco no Tribunal de Justiça, confirmando os desvios apontados.

De um modo geral, as irregularidades dizem respeito à concessão de vantagens de forma genérica e sem critério. O relatório da Unidade Técnica de Fiscalização (UTEFI) do TCE aponta um total de 24 ocorrências diferentes, somando os períodos em que os dois desembargadores estiveram à frente do Judiciário.

As situações são as mais variadas:

- Gratificação Técnica do Judiciário concedida em percentual superior ao limite máximo de 100% do vencimento do cargo efetivo, resultando em diferença no valor de R$ 2,2 milhões;
- Gratificação de Risco de Vida, no valor de R$ 1,3 milhão concedida a servidores ativos não ocupantes do cargo de Vigia do Grupo Administrativo e Operacional, sendo concedida também a servidores inativos no valor de R$ 298,5 mil;
- Adicional de Insalubridade no valor de R$ 2,9 milhões concedida a servidores inativos, sem previsão legal;
- Gratificação por Execução de trabalho técnico científico, no total de 1,3 milhão;
- Diferença de Gratificação de Execução de Trabalho Técnico Científico, no total de 4.041,92, exclusiva de servidores do Poder Executivo, além de serem concedidas a servidores comissionados, entre outras.

Como se trata de primeiro julgamento, os magistrados e os demais ordenadores de despesas alcançados pela decisão do TCE podem interpor recursos.
Fonte: Blog Diário de Lutas.

EMPRESA ORGANIZADORA DO CONCURSO: ENDEREÇOS ENCONTRADOS, MAS A EMPRESA NÃO

Dia 07 último publicamos a matéria "ONDE FICA O INSTITUTO COELHO NETO", dando conta de que no edital 001/2011 do concurso da prefeitura de São Benedito, o endereço é no Royal Center - Cohama. Mas na internet, o endereço é no Parque Shalon, ambos em São Luís - MA.
Um colaborador de nosso blog, que também é candidato inscrito no concurso, resolveu ir atrás e descobriu os endereços, mas nada de Instituto Coelho Neto.

Sala 204 do Royal Center. Fechada em horário comercial, sem identificação  e ninguém sabe dar informações sobre a existência do tal Instituto.

Endereço do Parque Shalon. Aparentemente uma residência.
Como será que o Sr José Creomar de Mesquita Costa conseguiu encontrar essa empresa. Por que no dia do pregão presencial, que não houve, nenhum representante dela compareceu e nos endereços ela também não existe.
Com a palavra o Sr Creomar, prefeito e o Sr Jovemar Cardoso, secretário de administração, que até fugiu pelos fundos no dia do pregão. Lembram?

Exercício de cinismo ou como explicar o inexplicável!

Abaixo, como anteriormente divulgado, a “nota de esclarecimento” do secretário de Saúde, Ricardo Murad, sobre as denúncias veiculadas na Revista Istoé, edição 2.177.

Na verdade, não passa de um exercício ao ar livre de explicar o inexplicável, justificar o injustificável, contradizer a evidência dos fatos.

Talvez seja tarefa difícil para qualquer pessoa, menos para o governo de Roseana/Ricardo Murad.

Pegos com a “boca na botija” tentam passar para a opinião pública que tudo feito teve um único objetivo: beneficiar o povo maranhense.

O povo, sempre o povo!

Ao ler nota de (des)esclarecimento, vem à mente a frase lapidar do velho Karl Marx, no livro “18 Brumário de Louis Bonaparte”: “a história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

Diante da tragédia de envolver quase meio bilhão de reais em “esqueletos de hospitais”, agora vem a farsa, em forma de nota, pena que não seja a devolução do dinheiro aplicado sem nenhum critério e ao arrepio da lei.

Mais tarde, a análise mais detalhada.

Por enquanto, leia e tente dormir com um barulho desse!


Nota de Esclarecimento

Com relação à matéria publicada pela Revista IstoÉ, na Edição nº 2177, de 29 de julho de 2011, sob o título “Os Hospitais de Roseana na UTI”, esclarecemos que no momento difícil em que se encontra a saúde no Brasil, o Maranhão, com grande esforço para seu parco orçamento, escolheu a saúde como prioridade e fez um programa audaz no país na construção de 72 hospitais, o que está sendo feito, e que até junho de 2012 serão todos inaugurados e colocados em funcionamento, para benefício do povo maranhense.

Este é o Programa Saúde é Vida, que está construindo 72 hospitais e 10 Unidades de Pronto Atendimento (UPA’s); e inclui a ampliação e modernização da rede estadual de saúde para a realização de procedimentos de alta complexidade; a implantação de 155 novos leitos de UTI, e parcerias com as prefeituras que já dispunham de hospitais, para reforma, ampliação e reequipamento de suas unidades.

Trata-se de um programa arrojado e inovador, único na história da medicina do Maranhão, voltado ao bem-estar da população maranhense, o qual obedece rigorosamente às exigências legais.

É por este motivo que entendemos existirem equívocos e imprecisões na reportagem, os quais necessitam ser esclarecidos:

1.   Não é correto afirmar que apenas 12% do cronograma de obras foram cumpridos. Na realidade, dos 72 hospitais, 70% das obras físicas estão concluídas e até junho de 2012 todas estarão prontas. Das 10 UPAs, nove estão prontas e uma em fase de conclusão. Ainda em 2011 todas as UPAs entrarão em funcionamento e 42 dos 72 hospitais estarão equipados e em operação. Nos casos em que houve atraso na execução das obras, os contratos foram rescindidos, novamente licitados e as ordens de serviço emitidas. Dos 155 novos leitos de UTI, 80 já estão ativados, 45 entrarão em funcionamento nos próximos 120 dias e os 30 restantes no primeiro semestre de 2012. Todos os equipamentos necessários ao funcionamento das 42 novas unidades que entrarão em operação este ano já foram adquiridos.

2.   Não houve qualquer obra do Programa Saúde é Vida que não tenha sido legalmente licitada, conforme documentos comprobatórios apresentados pela Secretaria de Saúde ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). Este conjunto de documentos esclarece que os projetos básicos dos 64 hospitais de 20 leitos foram elaborados pelo corpo técnico da Secretaria de Estado da Saúde, conforme demonstram ARTs (Anotação de Responsabilidade Técnica) registradas no Crea-MA. A Empresa Proenge foi contratada por meio de processo licitatório regular (concorrência 007/2009) para elaborar os projetos executivos, que não podem ser confundidos com projetos básicos, assim como para gerenciar e fiscalizar a execução da construção das novas unidades.

3.   Não está correta a informação publicada na reportagem de que foram repassados recursos para empresas que não construíram hospitais. Todos os seis lotes foram objeto da Concorrência Pública nº 001/2009. Os lotes 01, 03 e 06 tiveram concorrentes e os vencedores foram as empresas Construtora Guterres, Construtora Geotec e Construtora Console, respectivamente. Nos lotes 02, 04 e 05 não apareceram interessados, o que levou a administração pública a contratar as empresas Lastro Engenharia, JNS Canaã e Dimensão em consonância com o que dispõe o art. 24, inciso V, da Lei de Licitações. A Dimensão Engenharia já concluiu oito dos nove hospitais. A Lastro Engenharia já concluiu cinco dos 12 hospitais contratados e, dos sete restantes, cinco estão com 90% das obras realizadas e dois com 60%. O contrato da JNS Canaã foi rescindido pela Secretaria de Estado da Saúde em função do atraso no cronograma físico-financeiro. À época da rescisão, a empresa havia concluído 50% das obras. Nova licitação foi realizada, a empresa vencedora já foi contratada e a ordem de serviço emitida com previsão de término dos serviços em abril de 2012.

São Luís, 02 de agosto de 2011.

Ricardo Murad
Secretário de Estado da Saúde
Fonte: Blog Diário de Lutas.